Indicações #3 (Ou, sobre o fim do Google Reader)

Já que o Google resolveu acabar com um dos seus melhores serviços, o  Google Reader, aproveitei minha mudança para outro leitor de feed e resgatei alguns posts e reportagens que estavam salvos como favoritos. Espero que gostem!

Como escrever uma boa resenha má, do Sérgio Rodrigues, no Todoprosa

Brazil: a user’s guide (em inglês), escrito pelo mexicano Juan Pablo Villalobos (autor de Festa no Covil), no site da revista Granta

Hypochondria – An inside look (em inglês), texto do Woody Allen para o The New York Times

La memoria ajena (em espanhol), no site da revista colombiana El Malpensante, em que o argentino Ricardo Piglia fala sobre seu conterrâneo Jorge Luis Borges

In theory: the unread and the unreadable, escrito por Andrew Gallix, no Guardian, e My new year’s resolution: read fewer books, por Michael Bourne no site The Millions, ambos sobre a nossa mania incansável de querer ler todos os livros do mundo (os dois em inglês)

O trompete-vocal de Cortázar, no blog da Cosac Naify, por Daniel Benevides

O inimigo número um de Macondo, em que a Raquel Cozer fala sobre o escritor André Caicedo, no Biblioteca de Raquel

Revistas literárias: Rascunho, veterana aos 12, entrevista que a Josélia Aguiar fez com Rogério Pereira (editor do Rascunho), no Livros Etc

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Ufa! Bastante coisa, não?

Ah, para quem está procurando um leitor de feed novo, estou usando o The Old Reader e estou gostando bastante.

Três contos

Aproveitei o domingo para fuçar na internet atrás de coisas sobre Anne Enright, autora de O Encontro (resenha aqui, trechos aqui) e de Valsa Esquecida (trechos aqui), minha última leitura. Achei três contos – em inglês – da irlandesa publicados no site da revista amerina New Yorker, todos muito bons. Por isso preparei um pequeno guia – bem básico mesmo – para quem tiver interesse:

In the Bed Department (clique aqui)

Kitty trabalha em uma loja de departamentos, na seção de camas. Ela observa sua vida mudar, ao mesmo tempo que vê pequenas transformações na loja. “Ela ficou na Seção de Camas e esperou por ondas de calor. Ela não se importava de envelhecer desde que significasse um crescimento fácil, mas não parecia estar acontecendo dessa maneira. Houve uma agitação, uma turbulência no seu sangue.”

Natalie (aqui)

Natalie é uma garota “como uma chama na luz do dia (…) –  inabalável, dificilmente você pode vê-la, mas ela está sempre lá”. Acompanhamos os acontecimentos na família de Billy, seu namorado, à partir do olhar atento – como uma observadora de pássaros, que ainda não entende seu foco de atenção – da nossa narradora, a melhora amiga da garota.

Della (aqui)

Della percebe que seu vizinho – que ela considera o homem mais irritante do mundo – está cego. O conto, meu favorito dos três, nos mostra como a velhice está ligada às lembranças. “Às vezes ela queria lembrá-lo que ele não a conhecia realmente. Que qualquer um podia ter comprado a casa vizinha. Qualquer um podia estar passeando com o filho recém-nascido no jardim frontal quando ele passasse e perguntasse ‘como está o fedelho?’ através do muro.”

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PS1: Os trechos nas pequenas sinopses foram traduzidos por mim, sem pretensão nenhum de soar profissional. Por isso, fiquem atentos à versão original, sempre (muito) mais rica.

PS2: No site da revista também está publicado o conto Taking Pictures, mas é restrito a assinantes.