Monstros à solta (É sexta-feira 13!)

Em 1816, o poeta Percy Bysshe Shelley e sua noiva Mary Shelley, acompanhados da meia-irmã dela, Claire Clairmont, foram passar um fim de semana agradável na propriedade do amigo e também poeta Lord Byron, na região do Lago Genebra, na Suíça. Para completar o grupo, o também escritor John Polidori.

Porém, os planos dos cinco foram interrompidos por uma forte tempestade, que acabou obrigando o grupo a confinados na mansão por quase todo o período. Como passar o tempo? Contar histórias de terror, claro.

Então começou o festival de vampiros, aberrações e fantasmas. Após esgotarem o repertório de contos que conheciam, e para não ficarem olhando para o teto, Lord Byron teve a ideia de cada um escrever uma história nova, e competirem por quem inventaria a narrativa mais horripilante.

Foi assim que Mary, de apenas dezenove anos, criou o doutor Victor Frankenstein e seu monstro feito de pedaços de cadáveres.

Frankenstein's_monster editado

O Moderno Prometeu se tornou um clássico da literatura gótica de horror, e um fenômeno mundial. A consagração final veio com o filme de James Whale, de 1931. O filme se tornou um sucesso (chegando a ganhar o túítulo de um dos 100 melhores filmes de todos os tempos, pelo American Film Institute) e consolidou a imagem do monstro interpretado por Boris Karloff, deixando-a gravada para sempre no imaginário popular.

Para combinar com esta sexta-feira 13, separei alguns vídeos de animação curtinhos inspirados na história de Mary Shelley e na estética do monstro de Frankenstein.

Aproveitem! :)

The Frank Job

Proinex Felices Fiestas

The Puppet Monster

E, para os saudosistas, o trailer do clássico de 1931:

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Waving to Virginia

Sempre gostei da Patti Smith. Por sua música, por sua poesia e sua força.

Em março de 2008, a Fundação Cartier realizou uma noite em homenagem a outro exemplo feminino, e um dos ídolos literários da cantora e poetisa: Virginia Woolf.

Patti participou com um texto de sua autoria, contemplando um trecho de As Ondas, da autora inglesa. A leitura é acompanhada de sua filha Jesse Smith ao piano e de seu filho Jackson Smith no violão. A performance é linda.

Infelizmente, não consegui achar uma transcrição do texto da Patti, mas achei o trecho que ela usou do livro (a partir de 1:49 no vídeo):

Now, too, the time is coming when we shall leave school and wear long skirts. I shall wear necklaces and a white dress without sleeves at night. There will be parties in brilliant rooms; and one man will single me out and will tell me what he has told no other person.